banco dos patos

me cobre que eu te cubro. qualquer coisa joga no córrego. o que não der eu como. atencão. vigilância. ouvidos e olhos atentos. é assim todo dia no banco dos patos. nunca há paz nele, mas outrora era divertido viver momentos agitados por lá. enquadros policiais memoráveis. sextas e sábados. era o que tinha. pouco de dinheiro e um pouco de tensão. não éramos maus a priori. só éramos uma juventude perdida e inconformada que se identificava em reuniões em torno de substâncias. era assim no banco dos patos. e hoje eu só passo do outro lado para desmistificar que o meu passado e as outras pessoas não são quem eu sou, apesar da unicidade. o caminho que nos leva a qualquer lugar nos traz pessoas que nos tiram um pouco do isolamento e da melancolia inata da solidão. me cobre que eu te cubro. é assim no banco dos patos.

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